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Entenda o desenvolvimento da Indústria dos Químicos

Postado por Equipe Auá em 23/07/2018

A história dos cosméticos forma uma narrativa paralela à história da humanidade, evoluindo junto a ela. Há 30 mil anos atrás os homens pré-históricos já se pintavam e se tatuavam. Usavam folhas, raízes, terra e seiva. O mundo dos cosméticos foi evoluindo com o passar nos anos e novas descobertas chegaram aos produtos tradicionais que conhecemos. Hoje não se imagina a vida sem cosméticos. Cremes, loções, xampus e uma vasta gama de produtos fazem parte da rotina de higiene e beleza de milhões de pessoas. A ciência cosmética é extremamente vasta e trabalha com a inter-relação de da química, a dermatologia, a biologia, a farmácia e a medicina, além de ser diretamente afetada por hábitos culturais, moda e fatores econômicos.

A base do desenvolvimento dos cosméticos envolve substâncias químicas que juntas formam os cosméticos que utilizamos e conhecemos hoje. Abaixo descrevemos brevemente algumas das substâncias mais utilizadas:

Tensoativos: São substâncias que nos cosméticos geram espuma, poder de detergências ( limpeza) e de viscosidade. Ex.: Lauril éter sulfato de sódio.
Veículos: É o componente que geralmente aparece em maior quantidade na fórmula e que tem a função de receber os outros componentes, isto é, nele são incorporadas estas outras substâncias. Podem ser: água, álcool, mistura hidroalcoólica, óleo, glicerina, loções base, cremes base.
Espessantes: Substâncias responsáveis por aumentar a viscosidade (espessura) das formulações. Ex: Cloreto de sódio, carboximetilcelulose, álcool graxos, etc.
Emolientes: São responsáveis pelo espalhamento e lubrificação da pele e cabelo, que juntamente com os umectantes serão responsáveis pela hidratação da pele e cabelo. Ex.: óleo mineral, vaselina, óleos vegetais, PPG-15 estearil éter,etc.
Conservantes: As preparações cosméticas estão sujeitas a contaminação microbiológica, seja ela por bactérias ou fungos. Ex. Parabenos, Triclosan, Metilisotiazolinonas, etc.

Mas o que significa para nosso corpo, o uso desses produtos por tanto tempo?

Diversos estudos tratam atualmente sobre o uso prolongado destas substâncias químicas ao longo do tempo. Hoje sabe-se que por exemplo o uso prolongado de tensoativos contendo lauril éter sulfato de sódio e as etanolaminas pode levar alergias e também remover se forma excessiva a oleosidade natural do cabelo levando a efeito rebote.
Alguns estudos sugerem que o uso indiscriminado de produtos contendo triclosan pode aumentar a ocorrência da resistência bacteriana, que desregula o sistema de defesa do corpo humano, facilitando o contato com bactérias prejudiciais à saúde, assim como os parabenos também tem sido correlacionados a alguns riscos à saúde como reações alérgicas, onde alguns estudos relataram alergias na pele causadas por hipersensibilidade aos parabenos, como por exemplo, dermatite de contato. Além de estudos ainda em fase de desenvolvimento que correlacionam o desenvolvimento de câncer a partir de alguns tensoativos.

Vamos escolher melhor nossos cosméticos?

Os Cosméticos tradicionais em sua grande maioria são compostos por ingredientes sintéticos. Muitas destas substâncias não são biodegradáveis e acabam por se depositarem na natureza, assim como existem algumas especulações sobre a relação destas substâncias com a saúde humana.
Já os cosméticos naturais são originários de plantas, animais ou minerais e por se tratarem de ativos com origem natural costumam produzir produtos com menos reações de hipersensibilidade e também, em alguns casos, temos produtos com ações superiores aos sintéticos.
Além de que nesse contexto, os produtos cosméticos baseados em ingredientes naturais apresentam embutido um valor intangível acerca do seu uso, representando valores associados a um estilo de vida, a uma atitude de engajamento cívico e ao que é considerado “ambientalmente correto” e socialmente responsável.

Cosméticos naturais. Melhor para você e para a natureza!

Alguns componentes naturais são mais poderosos que os químicos no combate às rugas e na melhoria do tônus da pele, como a camélia por exemplo. Muitas vezes, a estrutura de uma planta é tão complexa que não se consegue reproduzi-la em laboratório e assim cosméticos com ativos vegetais tornam-se muito mais valorizados pela sua exclusividade no uso destes ativos.

A vantagem de utilizar cosméticos naturais é que, por serem feitos de matérias-primas de origem mineral e vegetal, não agridem a pele e diminuem o risco de alergias. Ainda contribui para a conservação do meio ambiente: a espuma dos xampus orgânicos, por exemplo, não agride a natureza. A durabilidade é a mesma de outros cosméticos: cerca de dois anos. Como tendência geral no curso das mudanças globais, do “desenvolvimento sustentável” e da valorização dos recursos naturais, os setores industriais tem procurado reduzir os impactos ambientais e o uso de recursos não renováveis, como também, internalizar processos produtivos mais adequados nesse concorrido setor industrial.

Para tanto, tem investido na substituição de matérias-primas, alterado os processos de produção e o aspecto mais destacável é a da intensa atividade de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) nas diversas etapas da cadeia produtiva, isto é, desde as etapas de cultivo das matérias-primas, do desenvolvimento de produtos (naturais) e processos até a crescente regulação dos padrões de qualidade e de certificação exigidos atualmente no mercado final.

 

 

 

 

Referências
ZUCCO, Alba; SOUSA, Francisco Santana de; ROMEIRO, Maria do Carmo. COSMÉTICOS NATURAIS: UMA OPÇÃO DE INOVAÇÃO SUSTENTÁVEL NAS EMPRESAS. In: ENCONTRO INTERNACIONAL SOBRE GESTÃO EMPRESARIAL E MEIO AMBIENTE, 1., 2012, Santa Catarina. Anais… . Santa Catarina: Engema, 2012. p. 1 – 13.
MIGUEL, Laís Mourão. A BIODIVERSIDADE NA INDÚSTRIA DE COSMÉTICOS: contexto internacional e mercado brasileiro. 2012. 259 f. Tese (Doutorado) – Curso de Geografia, Geografia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012.
CSERHÁTI, Tibor; FORGÁCS, Esther; OROS, Gyula. Biological activity and environmental impact of anionic surfactants. Environment International, [s.l.], v. 28, n. 5, p.337-348, nov. 2002. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/s0160-4120(02)00032-6.
CHEREDNICHENKO, Gennady et al. Triclosan impairs excitation–contraction coupling and Ca2+ dynamics in striated muscle. Pnas, California, v. 109, n. 40, p.14158-14163, 13 jul. 2012.

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