Slow Beauty, Toxicologia
Cosméticos naturais. Os benefícios além da estética.

Postado por Equipe Auá em 24/07/2017

Você já para pensou que se você não pode comer algo provavelmente isso também não vai fazer bem a sua pele? Será que os seus produtos de uso diário são tão saudáveis como você imagina?
O uso de cosméticos naturais vai muito além da estética, nos traz benefícios reais e duradouros preservando assim o nosso organismo das substâncias tóxicas. Confira os 5 grandes benefícios de cuidar da sua beleza de uma maneira fácil e segura :

 

1 – Contribuir com o meio ambiente  e desenvolvimento

Os cosméticos 100% naturais são comprometidos com o desenvolvimento sustentável, por isso, utilizam embalagens com materiais reciclados e sempre procuram utilizar matéria prima vegetal que possua rastreabilidade e sejam originárias de coleta e uso sustentável.

Diversos ativos sintéticos existentes nos cosméticos convencionais prejudicam o meio ambiente, poluindo os efluentes e lençóis aquáticos, sem contar com a contaminação de animais marinhos. Os cosméticos 100% naturais utilizam matérias primas biodegradáveis e que além de não de depositarem na natureza não apresentam riscos toxicológicos como a grande maioria dos sintéticos.

Ao utilizar cosméticos naturais também se contribui com o desenvolvimento de comunidades extrativistas ligadas a coleta de material vegetal para uso nestes produtos.

 

2 – Tratamentos eficientes

Os ativos naturais tem eficácia comprovada em diversos estudos. Vários cosméticos 100% naturais possuem matérias primas ricas em ácidos graxos essenciais como os óleos vegetais que contribuem para a hidratação, emoliência e umectação eficiente da pele, trazendo resultados excelentes e sem o uso de ativos sintéticos. Outros ativos como vitaminas e princípios ativos existentes nos vegetais utilizados funcionam como excelentes antioxidantes no retardo do envelhecimento da pele. Assim como os extratos vegetais utilizados como Aloe vera, jaborandi, cavalinha, broto de bambu, dentre outros inúmeros extratos que apresentam ações efetivas no tratamento da pele e do cabelo.

 

3 – Proteja os animais

Os de cosméticos 100% vegetais são compostos por matérias primas exclusivamente vegetais e sem que tenham sido testados em animais. Ao usar os estes cosméticos, você não estará contribuindo para o uso e criação de animais para cobaias, testes e práticas que são nocivas para eles. Dessa forma, você irá ajudar a preservar muitas espécies animais e não contribui para o sofrimento de muitos deles. Diversos ingredientes de origem animal como o ácido úrico (extraído de vacas), extratos de insetos mortos, ceras de abelhas, colágeno hidrolisado obtido através de ossos e cartilagens de animais,  a lanolina obtida do sebo da lã de ovelhas, glicerina de origem animal e até óleo de tartaruga para a produção de cremes e shampoos, são obtidos através de processos de coleta onde muitos animais morrem para que seja possível a extração destas substâncias e outros sofrem muito para a retirada de uma pequena quantidade destes. Assim ao evitar o uso de cosméticos tradicionais do seu dia a dia, você não contribui  também  luta pela causa.

 

4 – Tratamentos Seguros 

A escolha do uso de cosméticos 100% naturais traz consigo outra questão importante: a redução de ativos tóxicos. Diversos ativos sintéticos utilizados nos cosméticos tradicionais apresentam níveis variados de toxicologia tanto para humanos como para o meio ambiente. Ao optar pelo uso de cosméticos naturais, as empresas produtoras destes seguem uma listagem disponibilizadas pelos órgão certificadores de cosméticos naturais ( IBD, ECOCERT, etc.) que informam todos os ingredientes sintéticos proibidos em um produto cosmético natural e assim garante ao consumidor a não existência destes nos cosméticos adquiridos como 100% naturais. Estes cosméticos possuem uma redução substancial de ingredientes em sua formulação a fim de reduzir ainda mais qualquer possibilidade de reações alérgicas, como também evitam o uso dos ativos existem na listagem de proibidos citada. Deste forma o consumidor final tem a segurança de estar utilizando um produto cuja origem é de produtos certificados e que não possuem toxicidade, assim como apresentam riscos muito reduzidos de produzirem reações alérgicas, tornando-os produtos muito mais seguros para o uso.

 

5 – Liberte-se dos ingredientes químicos. 

Os ingredientes sintéticos em sua grande maioria são sintetizados em laboratório e podem imitar ingredientes da natureza ou nascer de elementos artificiais. Os sintéticos mais utilizados em cosméticos são: Tensoativos, Surfactantes, Silicones, Filtro UV sintético, Óleo mineral/ derivados de petróleo, Emulsificante de óxido de etileno, Aditivos poliméricos, Aditivos de cosméticos sintéticos e Preservativos. Muitas dessas substâncias não são biodegradáveis e acabam por se depositarem na natureza, assim como existem algumas especulações sobre a relação destas substâncias com a saúde humana.

Ao optar por cosméticos 100% naturais utiliza-se produtos cujos ingredientes provem exclusivamente da natureza, sendo ativos biodegradáveis e que não agridem o meio ambiente. Ao longo dos anos teve-se um mercado crescente dos sintéticos frente a observação de sua eficácia para tratamentos para o corpo e beleza. Mas ao passar do tempo estudos observaram a crescente existência de relatos de reações alérgicas, deposição de produtos químicos no corpo humano e como relatos de atividades carcinogênicas. Desta forma cresceu-se a busca pela substituição destes por ingredientes de origem 100% natural a fim de que tivéssemos produtos que além de benefícios estéticos pudessem também estar relacionados a saúde do corpo e do meio ambiente. Hoje existem no mercado diversos cosméticos com estas características e optar pelo uso destes além de benefícios para saúde e estética estamos contribuindo para um meio ambiente mais saudável.

 

 Por : Elaine Andrade.

Farmacêutica e Bacharel em Química – UFRN
Referências:
ZANETTI, C. Práticas Laboratoriais. In: Simpósio sobre Alternativas ao Uso de Animais em Pesquisas e Ensino, 1., São Paulo, 3 e 4 de set. 2004. Anais do I Simpósio sobre Alternativas ao Uso de Animais em Pesquisas e Ensino. São Paulo: USP, 2004. p.6-14.

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